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Plataforma vibratória: a nova promessa
O aparelho é considerado uma arma poderosa para perder peso e ganhar massa muscular, mas será que funciona mesmo? As plataformas vibratórias parecem ver vindo para ficar. Antes restritas as clínicas de fisioterapia, agora elas também começam a tomar o espaço das esteiras e bicicletas dentro das academias. Isso porque, muitos especialistas defendem que sua utilização é eficaz na guerra contra a balança. A tecnologia das plataformas foi elaborada e começou a ser utilizada para o treinamento de astronautas russos após longos períodos em gravidade zero. A máquina funciona com base no aumento do estímulo por meio das vibrações durante a atividade física ou fisioterapia. Essas vibrações são transmitidas para o corpo todo, aumentando o gasto energético.
Até aí tudo ótimo, a questão é que milagres não existem e as plataformas não vão mudarisso. Logo, de nada adianta comprar um pacote de 300 sessões de exercícios e continuar tendo hábitos errados de alimentação e ser sedentária. Isso porque, a plataforma apenas potencializa o exercício. Por exemplo, um agachamento feito em cima dela trabalha músculos que não estariam sendo trabalhados no mesmo exercício, só que feito fora da plataforma.
Alexandre Giraldi, educador físico e diretor industrial da Techno Training, empresa que possui uma linha de plataformas vibratórias, explica também que existe uma diferença entre as vibratórias, que tem custo de cerca de R$ 15 mil e são voltadas para clínicas e academias e as de oscilação, vendidas pela TV e pela internet, de uso doméstico. “As plataformas de vibração são utilizadas com frequências variadas e por um curto período de tempo, algo em torno de 50 segundos por série”, diz ele. Já as que são vendidas para uso doméstico precisam de ainda mais cuidado, isso porque, utilizar a máquina por longos períodos sem uma devida orientação pode causar diversos danos para a saúde.'Segundo Alexandre, estudos mostraram que os resultados foram potencializados a medida que a plataforma foi utilizada intercalada com atividades cardiovasculares em forma de circuito, por exemplo.
“O profissional pode montar um treino com três séries de 7 exercícios na plataforma, de 50 segundos cada, por exemplo e colocar entre as séries um tempo de bike ou esteira. Assim o alunos realiza de 25 a 30 minutos de uma atividade física intensa”, diz ele. O Doutor em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte da USP, Mauro Batista, que realizou um estudo sobre o resultado das plataformas para ganho de massa muscular, afirma que é preciso cuidado ao associar o aparelho a outros benefícios. Em meu estudo de doutorado associei a plataforma ao treinamento de força convencional em jovens, mas isso não causou qualquer ganho adicional massa em comparação aquele conseguida pelos sujeitos que fizeram apenas o treino convencional, sem o uso do aparelho”, afirma ele. O aparelho se mostra muito eficiente quando o assunto é melhorar na flexibilidade e, segundo Mauro, deve ser utilizado antes do treinamento convencional. “Também existem estudos mostrando aumento da densidade mineral óssea em mulheres idosas, principalmente nas regiões do fêmur e quadril, que estão mais perto da plataforma”, diz ele. Isso porque, ela gera um aumento da densidade óssea e pode ser utilizada também para melhorar problemas de osteoporose, isso quando a doença não está em estágio muito avançado.
Outra dica importante é buscar sempre a orientação de profissionais capacitados durante o uso da máquina.
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